Thursday, April 11, 2013

Aproveita, eles são do mundo. Buáááááá!!!!


A gente se escabela cuidando dos filhos. Fica à beira de um ataque de nervos no décimo piti do dia. Quer tomar um chá de sumiço quando chega a hora do jantar e tem que convencer as crianças a comerem. Dá vontade de sair gritando rua afora na hora de apartar mais uma briga entre os irmãos.
Daí você encontra um casal que conta a tristeza de ver o quarto vazio dos filhos que acabaram de sair de casa para viverem suas vidas.
Depois desse encontro, passei a curtir ainda mais cada momento com a Paola e o Diego...

Friday, March 8, 2013

Pérolas


Paola grita lá da sala ao escutar meu iPhone: "Manhêêê, entrou massagem!". Adoro. Essa fase que as crianças estão agora é muito divertida. Dia desses tive que conter a risada quando ela, com uma cara de espanto, me puxou na rua pra me mostrar uma mulher sentada na mesa de um bar fumando: "Manhêêê, olha o que aquela moça tá fazendo com aquele canudinho!".

Thursday, March 7, 2013

Um minuto de meditação


A busca da felicidade é uma busca interior. Auuuum. Os elementos externos não são essenciais para sermos felizes. Auuuum. Caramba, tem uma montanha de louça na pia pra lavar. Esqueci de pendurar a roupa. Que horas é o meu médico amanhã? Auuuum. Temos que seguir o caminho da luz, do bem, do correto. Auuum. Vou esgoelar a empregada se ela não aparecer amanhã. Auuuum. Deus está em mim, faz parte do todo. Auuuum. Putzgrila, esse vizinho não cansa de tocar bateria? Será que já tá na hora de buscar as crianças na escola? Auuuum. Temos que ter uma mente aberta, o coração puro. Auuuum. Aquela pedicure desgraçada metida a podóloga tirou um bife do meu dedão, que tá latejando. Auuuum. Ai, desisto. Será que tem alguma mensagem pra mim no Facebook?

Friday, March 1, 2013

Dona Adriana, nao vou poder ir

E a empregada NAO apareceu. Chutei o pau da barraca, fui almoçar com as crianças num restaurante e fui pro salão de beleza - que eu nao frequentava há meses!!!

Thursday, February 28, 2013

Dona-de-casa, um trabalho ingrato


Dona-de-casa é uma dos trabalhos mais ingratos. Sim, sim, tem um monte de coisas boas, como ser recompensada pelos filhos com beijinhos ou receber um carinho do marido quando você faz aquele jantar especial. Mas tem também um tremendo desgaste. Não tem salário, décimo terceiro ou férias. Nem fim de semana. Rola hora extra todos os dias e, às vezes, vai até a madrugada. O reconhecimento também é raro, porque não há um produto final como um prédio para um engenheiro civil, um livro para um escritor, uma descoberta científica para um pesquisador etc. Ninguém vai te elogiar porque a casa está em ordem, a roupa lavada e o jantar feito. E quanto mais gente em casa, maior o desgaste físico. Quem precisa de academia quando tem que varrer, limpar, torcer, subir, descer, esfregar? O pior de tudo, no entanto, é os outros achando que você leva o maior vidão. Tá reclamando do quê? É, penso com meus botões, esse não aguentaria dois dias na cozinha.
Ai, desabafei. Bom, né? Tá aí uma das justificativas para o meu desaparecimento desde outubro do ano passado. A empregada foi embora, não consegui nenhuma substituta. Tive que assumir a casa e também cuidar das crianças, já que não tenho babá. Obviamente, quase enlouqueci. Na verdade, acho que enlouqueci e agora estou me recuperando. E, graçasadeus, amanhã começa a trabalhar uma moça aqui em casa. Vai me ajudar três vezes por semana com as "tarefas do lar". Maravilha.
Ah, uma dica para organização do dia-a-dia que tirei lá do blog Comer para Crescer - fiz junto com as crianças um cardápio semanal. Isso me ajudou muito. As crianças passaram a comer melhor e o supermercado ficou mais ágil pois temos uma lista com todos os ingredientes para a semana. Aqui está o cardápio dessa semana, com ilustrações da Paola e do Diego.


Tuesday, February 26, 2013

O blog continua vivo


Uma vez abri meu coração pra uma colega da escola. Devia ter por volta dos 14 anos. Durante o recreio, contei todo o meu drama familiar para a tal garota. Uma menina que eu nem tinha muita intimidade, mas era, ou parecia, mais velha, mais experiente. Acho que eu buscava uma opinião, sei lá. Pois falei, falei, falei. Nem lembro qual era o problema, mas era algo que me incomodava. Quando tocou o sinal, avisando que o recreio tinha acabado, encerrei meu falatório, como uma espécie de fim de sessão terapêutica. Lembro de me sentir aliviada por ter dividido aquilo tudo. Daí a garota me olha e diz: "Acho que você não deveria falar todas essas coisas para qualquer pessoa". Me senti uma besta.
Ao longo da minha vida, não deixei de falar, conversar. Isso tá cravado na minha personalidade. Gosto de falar, conversar. Mas, se acho que passei do ponto, lembro da menina do colégio - não dispara suas mazelas para qualquer um.
O blog se transformou em minha válvula de escape. Aqui despejo o que quero falar. Lê quem quer. Sim, é um livro aberto. Talvez algumas páginas não devessem ser lidas por "qualquer um". Tento filtrar, mas às vezes escapa.
Enfim, voltei.

Monday, October 1, 2012

Dia das Crianças sem presente???


De longe sou uma bicho-grilo. Adoro fazer umas compritchas. Mas não sou nenhuma fanática pelo cartão de crédito (ainda bem, né, Moa?!). Numa sociedade cada mais interessada pelo "ter", essa questão do consumismo sempre me deixa antenada. Não quero que os meus filhos cresçam com a visão errada que um brinquedo ou uma roupa são essenciais para sermos felizes. Eis que vem aí o Dia da Criança. Ano passado, foi o primeiro ano que eles comemoram essa data, porque nos Estados Unidos não existe Dia da Criança (mas tem Halloween que eu amooo). Não demos nenhum brinquedo. Ao invés disso, fomos brincar no parquinho e fizemos um lanche com muita, mas muuuuita, guloseima.
Ainda não planejei nada para este ano. Recebi um email do movimento Infância Livre de Consumismo convidando os pais a brincarem. Leiam aqui.

Trecho do texto do movimento Infância Livre de Consumismo:

Neste dia das crianças
Tire o foco do consumismo!
 O Dia das Crianças se aproxima e começamos a perceber a profusão de apelos publicitários querendo transformar um produto qualquer no sonho de consumo da garotada. Nós, os pais, estamos na expectativa de sair às compras, cartão de crédito em punho e até dispostos a encarar mais um parcelamento para realiz ar o sonho dos nossos pequenos.
Contudo, mal conseguimos lembrar qual presente demos no ano passado. E quando lembramos, nem sabemos onde está. É certo que está em algum baú, em alguma caixa, gaveta ou sob as montanhas de novos brinquedos que nossos filhos ganharam desde o ano passado. Se não tiver sido algo significativo, ele já foi esquecido.
Se olharmos com cuidado vamos reparar que nossos filhos possuem brinquedos demais e brincam com dois ou três que são os favoritos. Estes são os significativos.
A verdade é que a quantidade de objetos pode ser proporcional à distância, à ausência e ao vazio. Como os nossos pertences de adulto, os brinquedos às vezes são usados para preencher vãos. A questão é que os objetos em si não suprem vazios, coisas não se tornam presença.

O Coletivo Infância Livre de Consumismo convida você a refletir conosco sobre o que realmente é capaz de fechar estes espaços. Queremos saber quais são as suas ideias para que, no Dia das Crianças, a gente consiga tirar o foco do consumismo.



Convocação aos Pais
Queremos aproveitar esses dias que antecedem o Dia das Crianças e propor uma reflexão coletiva sobre as experiências do brincar criativo em família. Então convidamos vocês para uma blogagem de textos e imagens até o dia 12/10, com o tema: "Dia das Crianças: compartilhe brincadeiras".
O brincar é a linguagem da criança, é ali que tudo no mundo dela acontece. Quando uma criança está brincando, ela não está somente brincando, ela está se desenvolvendo física e emocionalmente. Ao convidar o adulto para a brincadeira, ela o faz por ser significativo para ela. Por isso, para a criança, quando você aceita o convite e brinca junto é uma alegria, além de ser importante e significativo.
Experimente parar uns minutinhos, desligar-se do mundo real e permitir-se voltar a ser criança. Depois volte para nos contar como foi!






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