
Avemaria, fiquei impressionada com essa barriga!!! E eu que achava a minha barriga pesada quando estava grávida da Paola e do Diego...
Leia a reportagem aqui. A foto é de Jorge Araújo.
Um canal de comunicação com outras mães de gringuinhos, com a minha família, com os amigos espalhados pelo mundo e comigo mesma - às vezes simplesmente bate a vontade de escrever...

Avemaria, fiquei impressionada com essa barriga!!! E eu que achava a minha barriga pesada quando estava grávida da Paola e do Diego...
Leia a reportagem aqui. A foto é de Jorge Araújo.

Quando fomos na Universal Studios, em Hollywood, a atendente do posto de primeiros socorros do parque me contou que a maioria das crianças ia parar ali com um problema semelhante - com o suor, o protetor solar escorria da testa para os olhos dos pequenos causando uma grande irritação. Era uma choradeira só. “Nunca passe protetor na testa”, lembro que ela recomendou.
Mas como deixar a testa de fora? Bom, acabei com uma alternativa melhor. Comprei um protetor solar infantil em bastão para o rosto. É ótimo, porque não escorre e também é muito fácil de aplicar. Comprei um da Neutrogena, mas sei que Banana Boat, Aveeno, Hawaiian Tropic, Baby Blanket, Coppertone e California Baby também têm. Aqui no Brasil não encontrei nenhum. Se alguém souber de alguma marca, deixe a dica para a gente.
Ah! Para quem está aí no inverno, a Mustela tem um bastão para o rosto que ajuda a proteger as bochechas das crianças no frio. Eu recomeeeendo!


Não quero ser aquele tipo de pessoa que volta pro Brasil e fica reclamando de tudo. Irritante isso. Mas tem uma coisa que me incomodou muito desde que cheguei: a prepotência de mães e pais que estacionam em fila dupla, esperando os filhos saírem da escola. Dane-se o resto do trânsito. Não é o cúmulo do egoísmo?
Voltei. Tava com saudade do blog! Aconteceram tantas coisas nesses últimos meses que precisei deixar o blog um pouco de lado. A grande novidade é que voltamos pro Brasil!!! Depois de dez anos morando no exterior, demos um basta. Queríamos voltar pro Brasil, voltar pra casa. E criar os filhos sem nenhuma ajuda é difícil. A gente precisava respirar.
A mudança já vinha sendo planejada mas pro final do ano. Resolvemos arriscar uma antecipação e deu certo. Vendemos as tralhas, fechamos todas as contas, mandamos por navio um container com nossas coisas e, aliviados, nos metemos num avião (aliás, uma avião horroroso da Delta). Chegamos e estamos felizes em Porto Alegre.
E a adaptação das crianças? O Diego foi só no embalo. Mas a Paola, que já está com três anos e meio, sentiu um pouco. Logo nos primeiros dias aqui, me pediu: “Quero volta pros Itados Unidos”. Dureza ver aquela carinha triste... Volta e meia ela me pergunta onde está o Nate (o namoradinho dela em Stamford, depois falo dele num post). A nova escola tem sido fantástica. Ela adora a aulinha. E como estamos provisoriamente com minha sogra, pois nosso apartamento ainda não está pronto, eles estão sempre rodeados pelos avós e tias. Isso ajuda um monte.
Bom, e o blog? Vou continuar com ele, é claro. Enquanto estava nos Estados Unidos, minha grande curiosidade era saber como era a vida das mães de gringuinhos que tinham voltado pro Brasil. Do que elas sentiam falta? O que era melhor ou pior? O que elas faziam para manter o inglês das crianças? Como manter o laço com a cultura do país onde os filhos tinham nascido? Enfim, agora poderei dar esse depoimento para milhares de mães de gringuinhos espalhados pelo mundo. Obviamente, as mães dos brasileirinhos também são bem-vindas e para elas logo, logo teremos algumas novidades.
Você olha o cabelo do seu filho ou da sua filha e pensa: “Ah, não precisamos ir ao cabeleireiro. São só uns fiapinhos. Eu mesma vou cortar. Só um pouquinho”. Pega a tesoura e tec-tec-tec. Maravilha. Meia hora depois, quando o cabelo já está seco, aparece o estrago. Tuuuudo tortinho. Ai, ai, ai. Tomara que ninguém note.
Tô sozinha nessa?

Tenho que dar o braço a torcer para o Moa que tomou a iniciativa de tirar o bico da Paola e conseguiu - sem que rolasse uma lágrima. Aqui eu contei a minha tentativa frustrada de sumir com a chupeta. Como foi um trauma para ela (e para mim), resolvi deixar as coisas como estavam. Após falar com o nosso pediatra no Brasil, achei melhor esperar até que surgisse um momento apropriado. O limite, no entanto, seria o aniversário de 4 anos já que, a partir daí, aumenta o risco de danificar a arcada dentária. Esse assunto, aliás, rende muita discussão. Há quem diga que o bico pode causar danos muito antes. Bom, mas o problema é que o momento nunca chegava. O Moa cobrava: “E aí? Quando vamos tirar o bico?” Eu desconversava (esse assunto sempre foi um “hot topic” aqui em casa). “Vamos esperar”, eu respondia. Mas já era visível que os dentinhos dela estavam para frente.
Um dia fui no supermercado e o Moa ficou em casa com as crianças. Já estava na hora de dormir. Quando cheguei, ele sussurrou: “Sumi com os bicos dela”. Hã? Como assim? Tomou a iniciativa sozinho, sem falar comigo??? Ele contou que ela jogou o bico no chão e disse que não queria mais. Ela vinha fazendo isso há algum tempo, mas sempre pegava o bico de volta um minuto depois. Eu deixava assim. Mas o pai não pensou duas vezes. Ah, não quer mais, então vamos colocar no lixo. E assim sumiram os bicos. Ela não chorou, mas ficou carente, pedia que fizéssemos carinho até que dormisse. A chupeta, afinal, era o calmante dela. Algumas vezes ela procurou pelo bico, mas disfarçava: “Quero uma coisa”. Chegou a pedir o bico, mas falamos que ela tinha jogado fora e que tinha ido pro lixo onde “colocamos as coisas que não queremos mais”. Ela não chorou, não deu piti, nada. Foi uma transição relativamente tranquila.
A única mudança que ocorreu foi que ela não quis mais dormir à tarde. Luta até o fim contra o sono. Às vezes dorme no sofá da sala ou fica sem soneca até a hora de dormir à noite.
Enfim, foi uma iniciativa feliz do maridon. Eu não quis comemorar até que completasse uma semana. Já se passou um mês. Deu certo. Parabéns pro Moa. Ele, no entanto, confessou que, por vários dias, andava com um bico dentro do bolso. Just in case...



Desde janeiro, quando voltamos de férias do Brasil, quero escrever um post sobre o nosso “dispositivo antipiti”. Foi a nossa salvação nas 12 horas que as crianças ficaram enfurnadas dentro do avião.
Ano passado, uma amiga me contou que a filha de 2 anos dela tinha ganhado um iPod Touch, da Apple. O quê? Fiquei impressionada. Muito marmanjo por aí queria um iPod Touch para brincar também. Achei demais, mas daí um outro amigo contou que havia comprado um iPod Touch para a filha de 3 anos e que foi a salvação da lavoura no vôo Estados Unidos-Brasil. Hum... Fiquei interessada. Quem mora no exterior e tem que enfrentar essa longa viagem sabe que é preciso muita paciência e criatividade para entreter os pequenos. Bom, acabamos comprando um iPod Touch para a Paola e outro pro Diego. Detalhe: eletrônicos custam bem mais barato nos Estados Unidos. Pagamos pelo iPod Touch o equivalente a um carrinho de compras de brinquedo (e de plástico) no Brasil. Chega a dar raiva.
Pois o tal iPod Touch é fantástico. Você pode fazer download gratuito de aplicativos específicos para crianças. Alguns são educativos. Um, por exemplo, mostra quatro estrelas coloridas. Uma voz fala algo como: “Toque na estrela vermelha”. Se a criança escolhe a errada, a voz diz “Tente de novo. Toque na estrela vermelha”. Quando ela acerta, ganha uma salva de palmas. Tem outros joguinhos com letras, números, formas ou sons de animais - toca no cachorro e ele late. Há também os aplicativos divertidos, como o do gato que repete tudo o que a criança fala, mas como uma vozinha fina. Esse é o hit aqui em casa.
Dois problemas, no entanto. O primeiro: com acesso ao You Tube, a gente tem que ficar ligado nos vídeos. Dia desses, a Paola estava vendo um vídeo de uma chinesa maluca que jogava Coca-Cola pro alto e gritava como se estivesse tendo um orgasmo (cada doido, né?). Vou colocar um filtro para que ela não tenha acesso a coisas desse tipo ou ainda piores. O segundo problema: é preciso gerenciar muito bem o tempo que eles brincam com o iPod Touch. Só dou em situações de emergência, isto é, quando um piti está se aproximando. Eles se divertem e eu consigo terminar o que estou fazendo.
O Facebook me deixa deprimida. Parece que todo mundo aproveita a vida mais do que eu. Fulana viajou para o mesmo lugar que eu, mas as fotos dela parecem tão mais divertidas. Será que perdi alguma coisa? A outra faz questão de mostrar fotos e mais fotos das baladas com as amigas. A outra exibe o bolo delicioso que fez. Mais uma publica as fotos dos filhos superespeciais. Que felicidade irritante... Ops, que dia é hoje? Ah, desculpa o mau humor. Essa TPM me mata...
Enfim... Cá estou eu de volta. Fim de ano é aquela coisa de sempre - uma correria. Então o blog ficou abandonado. Mas vamos tocar esse negócio pra frente de novo! Hum, será que ainda tem alguém aí...
Fico impressionada com a indústria das festas de aniversário no Brasil. Parece que tem uma casa de festas a cada esquina e são milhares os serviços de animadores, decoração, buffet, aluguel de brinquedos etc. Parece que virou tudo uma megaprodução. Detalhe - muitas vezes uma megaprodução para uma criança que está completando apenas um ano de vida e que, provavelmente, vai passar a maior parte do tempo da festa no colo da mãe. Mas parece que, no Brasil, os pais se sentem cada vez mais pressionados a organizar uma festa diferente, algo badalado. Tem que ir além da decoração simples ou das brincadeiras conhecidas. A lembrancinha, então, nem se fala. Tem que ser presente mesmo ou uma coisa que ninguém tenha pensado antes. Sei lá. As festas que minha mãe organizava, quando éramos pequenos, eram tão legais. Somavam-se apenas os elementos básicos: uma mesa decorada com bom gosto, comida feita com carinho e brincadeiras do tipo pega-pega, dança da cadeira etc. Nos divertíamos pra caramba.
No ano passado, fiz o aniversário de um ano do Diego em Porto Alegre. Consultei o preço das casas de festas e fiquei pasma. Resolvi fazer tudo no salão de festas da minha sogra. Eu mesma organizei a decoração, comprei a comida, chamei uma recreacionista, aluguei uma piscina de bolinhas. Mesmo sem morar no Brasil a tanto tempo, eu me senti pressionada a, na próxima vez, ir além daquilo tudo. Estamos indo pro Brasil na semana que vem e decidi não fazer uma festa de dois anos pra ele. Vou fazer algo só para a gente.
A Paola fez três anos no dia 20 de novembro e demos uma festa pra ela aqui em casa. Comprei a decoração (que nos Estados Unidos é muito barata), fiz os docinhos, comprei bolo e salgadinhos, organizei várias atividades para a criançada. Tinha artesanato, pula-pula, fantasias e brincadeiras como estátua e pescaria. Eram nove crianças. Todo mundo se divertiu. E nada era sofisticado.
Daí vem a diferença cultural, porque aqui nos Estados Unidos, isso foi uma superprodução. Os americanos está acostumados com festas tão simples para as crianças que fico com pena da molecada. Poxa, eles servem apenas um pedaço de pizza e água ou suco. Depois um pedaço de bolo. Essa é a comida. A festa tem hora para começar e terminar, geralmente dura uma hora e meia. Tem uma ou outra brincadeira, mas nada muito organizado. É claro que existem também as casas de festas, mas essas também são diferentes. Chamo de “festas tipo McDonald’s” porque é tudo muito rapidinho já que os convidados pra próxima festa estão esperando na porta. É tudo automático, nada feito com carinho.
No ano que vem, provavelmente, vamos fazer as festas da Paola e do Diego numa dessas casas. Tem uma que se chama Pump It Up. São dois salões com brinquedos infláveis enormes. As crianças amam. Como teremos mais convidados (teremos os coleguinhas da escola também), não dá mais para fazer só na minha sala. Porém vou tentar personalizar a festinha. Colocar um carinho nessa coisa tão mecanizada. Afinal, como disse minha mãe alguns post atrás, o que fica é o amor.